
Tela Principal do Game
Aqui é o Luan de novo, experimentando o novo design do Carapuça, e trazendo um review de game ótimo pra vocês!
“Mas peraí, esse cara não tava escrevendo na seção de Humor?”
Pois é, eu sou multitarefas.
Vim aqui para falar de um jogo de Playstation que eu considero um injustiçado. Com gráficos ótimos, um som que não deixa a desejar e uma jogabilidade inovadora, Deception III: Dark Delusion devia ser um jogo obrigatório para todos aqueles que tiveram um PSX.
A história se passa num mundo medieval fantástico e sombrio. A personagem principal do jogo é Reina, uma menina traumatizada pela morte dos pais, que são de uma casta de pessoas conhecidas como “Burgafadans”. Essa casta é alvo de preconceito por parte do rei, que pretende exterminar os Burgafadans e tomar a sua terra. ( me lembra tio Adolf na Segunda Guerra.)
Depois de alguns flashbacks iniciais mostrando Reina criança sendo levada para longe dos pais, o jogo mostra a personagem, capturada, diante do rei, que resolve não executá-la de imediato, devido à sua beleza, e a manda trancar na masmorra. Lá dentro, ela recebe a ajuda de uma voz misteriosa, que joga para a moça uma pedra, que se funde à seu corpo, e lhe concede poderes especiais. Poderes maneiros. Poderes sangrentos. Reina ganha o poder de conjurar “armadilhas”. Logo, um guarda vem até a cela de Reina e ela precisa se defender. E aí que o jogo começa.
“Armadilhas? Que porra é essa? “
Essa é a parte interessante do jogo, a que me conquistou e me fez escrever esse review. Ao contrário dos jogos comuns, as armas de DIII:DD são armadilhas, que você espalha em lugares estratégicos do cenário para detonar seus inimigos. Você pode plantar armadilhas no chão(como armadilhas de urso e pedaços do chão que levantam, jogando o inimigo longe), na parede(flechas, e paredes móveis que esmagam) e até mesmo no teto, como rochas enormes que caem ou foices e pêndulos mortíferos!
As possibilidades são praticamente infinitas, já que o jogo permite que você combine as armadilhas em combos, como prender o infeliz numa armadilha de urso, para acertá-lo com uma flecha e finalizá-lo com um pêndulo em chamas. Também existem armadilhas únicas de cada cenário, como uma pilastra que você pode fazer cair em cima de algum inimigo, utilizando outra armadilha como força-motriz(como uma parede móvel, por exemplo), escadas que podem ser transformadas em rampas, alçapões, e inclusive uma lareira comum pode ser transformada em arma, se você for esperto.
Conforme o jogo progride, você vai ganhando opções de criar novas armadilhas, combinando as antigas com anéis que guardam certos elementos. Por exemplo, combinando a armadilha “Rocha” com o elemento “Fogo”, o que você tem? Uma rocha flamejante, OMG! WIN!
A história do game te deixa um pouco confuso no começo, mas não decepciona, contando com múltiplos finais diferentes, dependendo de suas escolhas durante o jogo.
Os inimigos vão ficando mais fortes e mais espertos com o decorrer das fases, e podem te dar algum trabalho, principalmente os guerreiros infernais, que se teleportam, são imunes a quase tudo, e deixam seu life quase no zero com apenas duas porradas(sendo que a segunda é dada quando você está no chão se recuperando da primeira).
Com gráficos e som dignos da época final do PSX( quando os programadores e artistas aprenderam a utilizar todo o potencial do console), uma história trágica e cativante, e um estilo de jogo que até hoje não consigo definir, de tão surpreendente, eu recomendo Deception III: Dark Delusion para todo gamer que gosta de um jogo bem feito.